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SOBRE O ESTUDO DE CASO - Turma 6
Outras pesquisas do grupo
Componentes do grupo:
Rosângela Menta Mello - CRTE Telêmaco Borba
Suzana Maria Marques Zamberlan - CRTE Cianorte
Márcio André Martins - CRTE Ponta Grossa
Olinda Soares - CRTE Curitiba
A atividade consiste na busca de elementos que qualificam a fonte. Procederá uma busca que contemple:
a) Definição ou descrição da fonte. O que é? Para quê serve? Quando é recomendada sua aplicação?
b) Procedimentos (como se faz ou como se deve proceder)
c) Vantagens
d) Desvantagens.
Defina outros itens que considerar interessante para a apresentação da fonte.
Iniciando as Pesquisas:
DEFINIÇÕES:
- O estudo pode ser descrito como um termo guarda-chuva para uma família de métodos de pesquisa cuja principal preocupação é a interação entre fatores e eventos (Bell, 1989).
- O método de estudo de caso é um método específico de pesquisa de campo. Estudos de campo são investigações de fenômenos à medida que ocorrem, sem qualquer interferência significativa do pesquisador. Seu objetivo é compreender o evento em estudo e ao mesmo tempo desenvolver teorias mais genéricas a respeito dos aspectos característicos do fenômeno observado (Fidel, 1992).
- Um método ou uma abordagem? A sociologia francesa o descreve como uma abordagem monográfica. Seu objetivo é reconstituir e analisar um caso sob perspectiva sociológica. Como utiliza vários métodos de coleta de dados, parece ser mais apropriado defini-lo como uma abordagem, embora o termo “método de caso” sugira que seja um método. (Hamel, 1993).
- O estudo de caso consiste em uma investigação detalhada de uma ou mais organizações, ou grupos dentro de uma organização, com vistas a promover uma análise do contexto e dos processos envolvidos no fenômeno em estudo. O fenômeno não está isolado de seu contexto (como nas pesquisas de laboratório), já que o interesse do pesquisador é justamente essa relação entre fenômeno e seu contexto. A abordagem de estudo de caso não é um método propriamente dito, mas uma estratégia de pesquisa (Hartley, 1994).
CARACTERÍSTICAS:
Segundo Yin (2005), os estudos de caso representam a estratégia preferida quando se colocam questões do tipo “como” e “por que”, quando o pesquisador tem pouco controle sobre os acontecimentos e quando o foco se encontra em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida real. Ou seja, deve-se utilizar o método de estudo de caso quando deliberadamente objetiva-se lidar com questões contextuais – acreditando que elas poderiam ser altamente pertinentes ao seu fenômeno de estudo.
O estudo de caso como estratégia de pesquisa compreende um método que abrange tudo – tratando da lógica de planejamento, das técnicas de coleta de dados e das abordagens específicas à análise dos mesmos. Para coleta de dados, no entanto, o estudo de caso traz à tona uma questão importante, para a qual são essenciais procedimentos de campo adequadamente projetados. A coleta de dados deve ser realizada em situações cotidianas e não em situações controladas por limites de um loboratório, de uma biblioteca ou mesmo por limitações estabelecidas por um rígido questionário.
Ao se utilizar o método estudo de caso, deve-se atentar para as "generalizações". A generalização mais conhecida é a chamada "generalização estatística", neste caso, faz-se uma inferência sobre uma população (ou universo determinado) com base nos dados empíricos coletados de uma amostra. Este tipo de generalização não é aplicada à estudos de caso, isso porque os "casos" não são unidades de amostragem. Desta forma, o método de generalização que pode ser adotado é a "generalização analítica", na qual se utiliza uma teoria previamente desenvolvida como modelo com o qual se devem comparar os resultados empíricos do estudo de caso.
APLICAÇÕES:
Esta técnica é importante para analisar dados escolares, coletados no cotidiano da escola. O professor pode se valer destas atividades para confirmar as teorias, assim como comprovar outras que ainda estão no senso comum.
Seria interessante aplicá-la durante a aplicação dos projetos de aprendizagem, baseados em situações problemas, aliando-se com outras técnicas, tais como a observação, a entrevista.
FASES DO DELINEAMENTO
O estudo de caso caracteriza-se por grande flexibilidade. Desta forma é possível seguir quatro fases:
- Delimitação da unidade-caso: pode ser uma pessoa, uma família, uma comunidade, um conjunto de relações ou processos, ou mesmo uma cultura. É difícil traçar os limites de qualquer objeto social, é difícil determinar a quantidade de informações necessárias sobre o objeto delimitado.
- Recomenda-se uma certa variedade de casos, mas deve-se observar algumas regras:
- Buscar casos típicos: trata-se de explorar objetos que, em função da informação prévia, pareçam ser a melhor expressão do tipo ideal da categoria.
- Selecionar casos extremos: a vantagem da utilização de casos extremos está em que podem fornecer uma idéia dos limites dentro dos quais as variáveis podem oscilar.
- Tomar casos marginais: trata-se de encontrar casos atípicos ou anormais para, por contraste, conhecer as pautas dos casos normais e as possíveis causas do desvio.
- Coleta de dados: os mais usuais são a observação, a análise de documentos, a entrevista e a história de vida. Geralmente utiliza-se mais de um procedimento. É comum proceder-se um estudo de caso partindo da leitura de documentos, passando para a observação e a realização de entrevistas e culminando com a obtenção de histórias de vida.
1. Documentação indireta:
1.1. Pesquisa documental
1.1.1. Arquivos públicos: documentos oficiais e jurídicos, coleções particulares, iconografia
1.1.2. Arquivos particulares
1.1.3. Fontes estatísticas
1.1.4. Fontes não escritas
1.2. Pesquisa bibliográfica
1.2.1. Identificação: catálogo, índice, bibliografia, abstracts
1.2.2. Localização do acervo
1.2.3. Compilação: reunir sistematicamente o material: fichas, xerox, etc.
1.2.4. Fichamento: registro dos dados da pesquisa em fichas pedagógicas
a) Redação da ficha: comentário, informação geral, glosa (explicação de um texto para torna-lo mais claro), resumo e citações.
b) Classificação das fichas: alfabética, sistemática, cronológica, etc.
c) Crítica documental bibliográfica: (analisar as fontes, autenticidade e a veracidade)
2. Documentação direta
2.1. Pesquisa de campo
2.2. Pesquisa de laboratório
3. Observação direta intensiva: é realizada através da entrevista e da observação.
3.1. Observação
3.1.1. assistemática: espontânea, informal, o pesquisador recolhe e registra fatos da realidade sem um método específico, é quase que acidental.
3.1.2. sistemática: utilizar instrumentos estruturados e metodologia adequada para seleção de dados
3.1.3. não-participante: o pesquisar não faz parte do grupo a ser pesquisado.
3.1.4. participante: o pesquisador se incorpora ao grupo e faz parte dele
3.1.5. individual: um pesquisador
3.1.6. em equipe: grupo de pesquisadores
3.1.7. na vida real: ambiente natural
3.1.8. em laboratório: cria-se as condições de pesquisa.
3.2. Entrevista
3.2.1. objetivos: averiguar os fatos, determinar as opiniões sobre o fato, os sentimentos, descoberta de planos de ação, etc.
3.2.2. tipos: padronizada ou estruturada (roteiro estabelecido), despadronizada ou não estruturada (coversação informal, sem estrutura rígida de perguntas), painel (várias pessoas são entrevistadas com o mesmo roteiro juntas).
3.2.3. vantagens:
• Pode ser utilizada por todos os segmentos da sociedade.
• Fornece uma amostragem muito melhor que a população em geral.
• Há maior flexibilidade.
• Oferece maior oportunidade para avaliar atitudes, condutas.
• Recolhe-se dados que não estão nos documentos.
• As informações podem ser mais precisas e comprovadas.
• Facilita o tratamento estatístico dos dados.
3.2.4. limitações:
• Difuculdade de expressão e comunicação clara de ambos os lados.
• Incompreensão do entrevistado das perguntas, quando mal formuladas.
• Nem sempre o entrevistado tem disponibilidade para a entrevista.
• Omissão de dados importantes para que não seja identificado o entrevistado.
• Ocupa muito tempo e é difícil o seu registro (gravar, copiar...)
3.2.5. preparação da entrevista
• Planejamento
• Conhecimento prévio do entrevistado
• Oportunidade da entrevista: hora, local...
• Condições favoráveis: garantia do segredo das confidências e da identidade do entrevistado.
• Contato com líderes: espera-se obter maior entrosamento com o entrevistado e maior variabilidade de informações.
• Conhecimento prévio do campo: local e do tema.
• Preparação específica: organizar roteiro
3.2.6. diretrizes da entrevista:
• contato inicial,
• formulação de perguntas,
• registro das hipóteses,
• término da entrevista,
• requisitos importantes (validade, relevância, especificidade e clareza, profundidade e extensão)
4. Observação direta extensiva: é feita através de questionário, formulário, de medidas de opinião e atitudes e de técnicas mercadológicas.
4.1. Questionário: é um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador.
Num questionário, a informação que se obtém é limitada às respostas escritas dos sujeitos a questões pré-elaboradas. Isto é, o conteúdo das questões podem versar sobre o que as pessoas sabem, sobre aquilo em que acreditam; esperam, sentem ou desejam, ou sobre o que têm feito.
4.1.1. Vantagens
• Economiza tempo e viagens
• Atingi maior número de pessoas simultaneamente.
• Economiza pessoal.
• Obtém respostas rápidas e precisas.
• Anonimato
• Menor risco de distorção
• Uniformidade na avaliação
• Obtém respostas que materialmente seriam inacessíveis.
4.1.2. Desvantagens
• Nem todos os questionários retornam
• Nem todas as questões são respondidas
• O analfabeto não pode responder
• Pode gerar dúvida na pergunta
• Uma questão do formulário pode influenciar a outra.
• Demora na devolução.
• Não se tem certeza da veracidade.
• Nem sempre se escolhe quem vai responder o questionário.
• Exige um universo mais homogêneo.
4.1.3. Processo de elaboração: conhecer o assunto, limitar o número de perguntas, identificar quem a organizou, o patrocinador, sua finalidade, com instruções claras, layout.
4.1.4. O pré-teste
4.1.5. Classificação das perguntas:
• Perguntas abertas
• Perguntas fechadas
• Perguntas de múltipla escolha
4.1.6. Conteúdo, vocabulário, bateria
4.1.7. Deformações das perguntas:
• conformismo ou deformação conservadora,
• efeitos de certas palavras e estereótipos,
• influência da personalidade,
• influência da simpatia ou da antipatia
4.1.8. Ordem das perguntas: deve iniciar pelas gerais, chegando pouco a pouco nas específicas.
4.2. Formulário: consiste em obter as informações diretamente do entrevistado.
4.2.1. Vantagem
• Utilizado por quase todo segmento da população.
• Contato pessoal.
• Presença do pesquisador.
• Flexibilidade para adaptar-se a cada situação.
• Obtenção de dados mais complexos e úteis.
• Facilidade de grandes amostras.
• Uniformidade no preenchimento (próprio pesquisador)
4.2.2. Desvantagem
• Menos liberdade nas respostas.
• Riscos de distorções.
• Menos prazo para responder às perguntas.
• Mais demorado na sua aplicação.
• Insegurança na resposta.
• O pesquisador deve ir até o entrevistado.
4.2.3. Apresentação: idem ao anterior
• Medidas de opinião e atitudes: podem ser utilizadas vários tipos de escalas.
5. História de vida: é uma técnica das mais significativas no estudo de caso, sobretudo quando cada pessoa é considerada um caso específico. A história de vida, à medida que é construída pelo relato pessoal do informante acerca das situações vividas, possibilita a investigação do fenômeno da mudnaça, que dificilmente é obtido mediante outros procedimentos de pesquisa social. É necessário que cada história de vida seja cuidadosamente analisada e cotejada com informações obtidas a partir de outras fontes para que tenham a validade requerida pela pesquisa científica.
Análise e interpletaçao dos dados
Ao contrário do que ocorre com os levantamentos e os estudos experimentais ou quase experimentais, para o estudo de caso não se pode falar em etapas que devem ser observadas no processo de análise e interpretação dos dados. Isto tende a provocar duas situações distintas, mas igualmente desfavoráveis para a pesquisa. A primeira consiste em finalizar a pesquisa com a simples apresentação dos dados coletados. A segunda consiste em partir dos dados diretamente para a interpretação, ou seja, para a procura dos mais amplos significados que os dados possam ter. Esta última situação tende a ser bastante problemática, pois no estudo de caso é frequente o pesquisador chegar a uma falsa sensação de certeza de suas conclusões.
Para evitar esses problemas, convém que o pesquisador defina antecipadamente o seu plano de análise. Este plano deve considerar as limitações dos dados obtidos, sobretudo no referente à qualidade da amostra. Sabendo que sua amostra é boa, ele tem uma base racional para fazer generalizações a partir dos dados. Quando não tem certeza dessa qualidade, será razoável apresentar suas conclusões em termos de probabilidade.
É muito importante também para a análise dos dados utilizar categorias analíticas. Por exemplo, se numa pesquisa sobre tipos de liderança for possível utilizar as categorias "Tradicional", "racional-legal" e "carismática", os dados assumem um significado que facilmente pode ser transmitido.
Redação do relatório
Como a maioria dos estudos de casas dispõe de uma grande acervo de pesquisa qualitativa, os pesquisador frequentemente fica na dúvida em relação à extenção que deve assumir o relatório.
Recomendações:
- Convém que o relatório fique claramente indicado como foram coletados os dados, categorização dos dados, assim como sua interpretação, estiver vinculada a alguma teoria, convém que seja esclarecida e devidamente fundamentada.
- Esclarecer quanto a fidedignidade dos dados.
Com relação ao que deve ou não ser colocado no relatório, cabe ao pesquisador a decisão, mas este deve ser conciso, somente em casos específicos deve ser minuncioso.
Vantagens do estudo de caso 
- Possibilidade de testes uma teoria
- Acompanhar o desenvolvimento da pesquisa
- Conhecer a realidade em detalhes
- Tornar idéias do senso comum como uma pesquisa científica
- Ajude-nos....
Desvantagens do estudo de caso 
- Dificuldades em analisar um grupo grande pessoas.
- Necessidade de estar constantemente com o objeto de pesquisa, durante o levantamento de dados
- Dificuldade em não se envolver emocionalmente com o objeto de pesquisa
- Ajude-nos....
REFERÊNCIAS:
BELL, Judith. Doing your research project: a guide for the first-time researchers in education and social science. 2. reimp. Milton Keynes, England: Open University Press, 1989. 145p.
FIDEL, Raya. The case study method: a case study. In: GLAZIER, Jack D. & POWELL, Ronald R. Qualitative research in information management. Englewood, CO: Libraries Unlimited, 1992. 238p. p.37-50.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1996. p. 121-125.
HAMEL, Jacques, DUFOUR, Stéphane, FORTIN, Dominic. Case study methods. Newbury Park, CA: Sage, 1993. 77p. (Qualitative research methods series).
HARTLEY, Jean F. Case studies in organizational research. In: CASSELL, Catherine & SYMON, Gilian (Ed.). Qualitative methods in organizational research: a pratical guide. London: Sage, 1994. 253p. p.208-229.
YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e método. Porto Alegre: Bookman, 2005.
Links legais
Introdução ao Estudo de Caso
Estudo de caso na prática educacional
Métodos de Investigação em Ciências Sociais: o Estudo de Caso
Comments (4)
Anonymous said
at 12:11 pm on Oct 14, 2006
Sou Maria Aparecida de Oliveira da CRTE de Cornélio Procópio, não sabia como eram os passos dessa pesquisa, já fiz algumas consultas, gostaria de participar desse grupo e fazer algumas contribuições, é possível?
rosangelamenta said
at 11:32 am on Oct 23, 2006
Com certeza, seja bem vinda, é só acrescentar seu nome e contribuir com a pesquisa.
Marie Jane said
at 7:44 pm on Nov 25, 2006
Oi pessoal, detive-me no estudo de caso e gostei muito do que vocês buscaram em YIN. A importância do que vocês registraram vale uma análise de suas implicações: Vou reproduzir "os estudos de caso representam a estratégia preferida quando se colocam questões do tipo “como” e “por que”, quando o pesquisador tem pouco controle sobre os acontecimentos e quando o foco se encontra em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida real" Vocês seguem com a questão da "generalização analítica" que fundamental nas pesquisas qualitativas. Temos poucos sujeitos ou somente um caso, mas com certeza um estudo em profundiade pode fornecer elementos consistentes para a generalização. Esta idéia é muito interessante. Abs, Marie Jane
Marie Jane said
at 7:45 pm on Nov 25, 2006
Queridos, com a licença de vocês reproduzo o que havia colocado para um grupo da turma 5, porque acho que ajudará vocês na reflexão: As minhas pesquisas são na área sociológica e vocês têm trabalhado neste curso com Piaget. Mas em um dos estudos que realizei trabalhei com três escolas, dessas somente uma constituía meu estudo de caso, as outras serviram como estudos paralelos que conferiam visibilidade aos processos da primeira e se eu não tivesse feito deste modo, jamais teria suspeitado de algumas relações. Cada escola serviu como um parâmetro para contrapor os processos de uma a outra. Elas serviam como contra-espelhos, pois refletiam situações semelhantes em contextos completamente diferentes. O que acabo de relatar diz respeito mais ao procedimento do que propriamente ao método. No estudo de caso, como método, é fundamental buscar qual teoria ilumina o fazer deste método, porque ele encerra uma série de procedimentos. por exemplo, no estudo de caso posso usar entrevista, questionário, análise documental como técnicas do método. Em geral, trabalha-se desde a análise de um caso (uma pessoa) até análises institucionais (uma escola, um hospital) ou até mesmo uma cidade. Não sei se vocês ouviram falar, mas haviam estudos de caso sobre Porto Alegre para a questão do Orçamento Participativo? Como o estudo de caso serve para muita coisa, o que o distingue numa pesquisa e noutra é o conteúdo da abordagem teórica que sustentará o olhar do pesquisador. Por exemplo: se vocês aplicarem as provas piagetianas com uma criança, esta criança pode ser o estudo de caso, mas a teoria que guiará o estudo de caso é a piagetiana. É isso, continuem ampliando a página de vocês, porque quero remeter outros pesquisadores para cá. :) Marie Jane
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